«Este livro recolhe uma parcela de peso de trinta anos de actividade escrita em torno da poesia de Teixeira de Pascoaes (1877-1952). Aquilo que começou por ser curiosidade por um poeta cuja mitologia em torno da natureza era de molde a impressionar quem crescera ao deus-dará no caos urbano tornou-se depois paixão por uma experiência poética em que veio a reconhecer a mais importante do século xx português [...] Trinta Anos de Dispersos sobre Teixeira de Pascoaes é assim e apenas o ponto de partida de um trabalho mais largo (explorar em todas as direcções as relações do surrealismo português com Teixeira de Pascoaes), hoje apenas em esboço. Um tal trabalho futuro porá em evidência o nó crucial do recente passado poético português, ao mesmo tempo que peneirará o que mais importa colher da poesia do século xx em Portugal.» Detentor de uma obra que marcou a maturidade do surrealismo em Portugal, Teixeira de Pascoaes (1877-1952), que revelou uma grande predileção mitológica em torno da natureza, transformou-se progressivamente num dos maiores poetas portugueses do século XX. A presente publicação, além de ser uma valiosa recolha de trinta anos de escrita sobre a poesia de Teixeira de Pascoaes é, segundo o seu autor, António Cândido Franco, um «ponto de partida de um trabalho mais largo (explorar em todas as direções as relações do surrealismo português com Teixeira de Pacoaes), hoje apenas em esboço». Refira-se que António Cândido Franco tem contribuído para o estudo de Teixeira de Pascoaes desde 1983. Para o efeito, publicou A Literatura de Teixeira de Pacoaes (2000), participou na reedição da antologia de Mário Cesariny, Poesia de Teixeira de Pascoaes (2002), recenseou livros do e sobre o autor, transcreveu e anotou manuscritos, e arriscou-se na interpretação da natureza desta experiência conhecida como saudade por uns e poesia por outros. |