Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais nasceu em Caminha no primeiro dia de maio de 1872. Depois de iniciar uma carreira militar na Escola do Exército, doutorou-se em Matemática na Universidade de Coimbra, onde foi professor catedrático, no entanto, foi como militar e político que se destacou. Após a implantação da República, exerceu funções de deputado, Ministro do Fomento, da Guerra, das Finanças, dos Negócios Estrangeiros, de embaixador de Portugal em Berlim, assumindo a Presidência da República após o golpe de estado de 1917. Proclamado Presidente da República a 9 de maio de 1918, obteve uma votação sem precedentes, que contou com o apoio de monárquicos e católicos. A sua extraordinária popularidade é surpreendente. No entanto, os tempos particularmente difíceis, a guerra à escala mundial, a fome, a pobreza e as epidemias devastadoras criam um cenário de profunda insatisfação e revolta, a que o Presidente não consegue resistir. Sidónio Pais é assassinado a tiro, a 14 de dezembro de 1918, na Estação do Rossio. Chegava assim ao fim a carreira meteórica daquele que acreditava que o dever do Homem para com os seus semelhantes era o de «Sacrificar-se pelo bem d’elles». Morria o Homem, nascia o Mito. |