A globalização que marca a contemporaneidade realça a urgência de promover o conhecimento entre os povos. Trocam-se olhares e, com eles, permutam-se ideias e imagens que concebemos do mundo e dos outros, construídas mediante informações -reais ou fantasiadas, abundantes ou escassas-; através de manifestações artísticas, simbólicas e culturais; e, também, pelos relatos, escritos ou orais, vestigios dos homens e do mundo que pensamos conhecer. Figuras, formas, visões mais ou menos completas, elaboradas em cada época, em contextos específicos. Símbolos, narrativas, documentos que marcam as relações dos povos com os seus aparatos, exibições, manifestações de poder, conflitos e permutas culturais e identitárias, num jogo de reconhecimento, familiaridade, cumplicidades, que comporta, igualmente, tantas outras formas de dissimulação, equívocos, enganos e confrontos. |