A entrada no século XX e o percurso seguido ao longo da centúria foram sempre acompanhados pela ideia de se ter iniciado um período novo, marcado pela consciência de estrear novos repertórios artísticos e cul-turais, num contexto sócio-económico e político diferente. A raiz semântica dos conceitos predominantes no campo das artes e da cultura, tais como modernismo (e os seus derivados pós e hiper) ou vanguarda, por exemplo, evidenciou, e ainda evidencia, a noção de se estar a habitar uma era nova. Muitos têm sido, por conseguinte, os trabalhos teóricos que se centraram nesta questão e que tentaram definir tais conceitos, assim como precisar a sua extensão cronológica, a sua (des)integração canónica ou a sua relevância para designar e descrever as expressões artísticas deste período. |