Em quatro décadas de democracia em Portugal, europeização e democratização funcionaram como duas faces da mesma moeda: a europeização constituiu um fator de consolidação da democracia, como a democratização constituiu um fator de legitimação da Europa. Ora, foi esse pressuposto fundamental que a crise europeia e, sobretudo, a forma como a União Europeia a geriu vieram pôr em causa. É esse o objeto central deste livro. Até onde foi o processo de europeização da democracia portuguesa? O governo, o parlamento, os tribunais e a sociedade civil? O consenso sobre a opção europeia? E até que ponto a crise o pôs em causa e gerou um processo inverso de «deseuropeização»? |